domingo, 16 de dezembro de 2012

Inclusão Digital: Deficientes físicos terão mais acesso 

 

A Informática e a pessoa com deficiência visual

Imagem mostra um monitor de cor preta. Na tela aparece o símbolo de deficiência visual.Nas últimas três décadas, a Informática foi uma das áreas que mais sofreu avanços e desenvolvimento, devido a sua própria característica natural de inovação, permitindo uma mudança significativa nos hábitos e costumes da humanidade.
O ser humano, desde sua concepção, busca ferramentas para auxiliar-se em suas tarefas; e não foi diferente na sociedade contemporânea. Essas ferramentas foram cada vez mais, melhor elaboradas.
Na história da humanidade, de tempos em tempos, surgem inventos modificando toda rotina da sociedade, definindo uma fase histórica. Foi assim na Antiguidade com o domínio do fogo, com a descoberta da roda, com o surgimento da escrita e, hoje, com o invento do computador, a história foi novamente modificada Vivemos na Era da Informação.

A maioria das tarefas executadas pelo homem moderno está relacionada, de forma direta ou indireta, com o uso do computador. A informação tornou-se um elemento essencial na vida das pessoas e o computador é um importante instrumento de processamento das informações, automatizando rotinas que levariam um tempo maior para serem realizadas. Hoje, tudo fica mais fácil, rápido e com mais precisão, sem esquecer a contribuição significativa que essa ferramenta propiciou em outras áreas afins, como o avanço considerável da telecomunicação.

Nesse cenário de grandes mudanças e inovações, surgem recursos tecnológicos de fundamental importância ao acesso do computador para pessoas com deficiência visual, através dos softwares de voz e ampliadores de telas.

Houve uma expansão significativa nas oportunidades de trabalho para as pessoas com deficiência visual. Para elas, a informática aumentou consideravelmente os postos de trabalho, nas diversas áreas de atuação, desde operadores, programadores e analistas de sistemas, de modo que, grandes empresas públicas e privadas, apresentam em seus quadros de funcionários, profissionais com deficiência visual.

O Movimento Livre oferece importante serviço de consultoria em acessibilidade digital para indivíduos com deficiência visual e, também, para empresas que querem contratá-los, a fim de cumprir com as cotas, atendendo aos objetivos da Inclusão Social.

 FONTE: Movimento Livre

Curso de informática promove inclusão social de deficientes auditivos


Com o objetivo de promover a inclusão social e a cidadania por meio da inclusão digital, desde 2010 o projeto Escola de Informática e Cidadania (EIC) oferece aulas de informática básica para turmas de deficientes auditivos. Segundo o professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Juiz de Fora (DCC/UFJF), Tarcísio Lima, coordenador da iniciativa, a demanda surgiu da própria sociedade. “Havia bastante procura. Assim, o que coube a nós foi institucionalizar o projeto na Universidade.”
As turmas contam com dez alunos e o curso tem duração de um ano. Ao final, os participantes recebem certificado emitido pela Pró-Reitoria de Extensão, que atesta não só a frequência como também o aproveitamento do estudante. As aulas são realizadas na Escola de Informática e Cidadania do bairro São Mateus, localizada no prédio da Associação das Damas de Caridade de São Vicente de Paulo, cujo trabalho principal tem relação direta com as atividades desenvolvidas pela Sociedade de São Vicente de Paulo. “Na iniciativa, a entidade é nossa parceira, já que empresta o local e o seu trabalho voluntário para a sustentação da escola. Entretanto, nosso projeto não possui qualquer cunho religioso”, explica Lima.

Estrutura adaptada

Felipe Andrade, 25 anos, trabalha como web designer e é aluno do curso. Ele ingressou na turma em fevereiro de 2011 e viu na iniciativa uma chance de complementar o currículo e conseguir uma boa posição no mercado de trabalho. “Estou tendo um bom aproveitamento, pois aqui temos toda uma estrutura adaptada, as explicações do professor são claras, contamos com intérpretes e ainda temos um aparelho de data show, que torna a aula visualmente melhor e mais fácil de ser compreendida.”
Lucas Aguiar, aluno do sétimo período do curso de Ciência da Computação, é o bolsista responsável pela turma de surdos. Ele decidiu participar da iniciativa há dois anos, pois acredita que a ação extensionista é uma ótima oportunidade de aprender a lidar diretamente com as pessoas, distribuir conhecimento e ajudar a comunidade. “Aprendi a ver o ritmo de cada aluno, ser mais paciente e a perceber os problemas que ocorrem fora da minha zona de conforto”. O bolsista ainda afirma que, a partir do contato com os alunos deficientes auditivos, passou a ter uma visão diferente da sociedade. “Gosto demais do meu trabalho. Poder ensinar meus conhecimentos para eles e, ao mesmo tempo, aprender com a experiência de vida de cada um deles, é um grande aprendizado para mim.”

Apoio

Para o auxílio na comunicação entre bolsista e alunos, o projeto conta com o apoio das intérpretes Sonia Leal e Carla Couto, servidoras da UFJF, que acompanham o trabalho. “Outros intérpretes, algumas vezes, substituem as duas servidoras e há também o trabalho voluntário da mãe de uma das alunas”, conta o coordenador Tarcísio Lima.
Para cumprir o papel social da promoção da cidadania, a iniciativa também realiza outras ações de pertencimento social. Eventualmente, são programadas visitas a pontos turísticos e culturais de Juiz de Fora, como o Cine-Theatro Central e a Usina de Marmelos.

Inscrições
Os interessados em participar da turma para deficientes auditivos devem entrar em contato com a secretaria da EIC São Mateus a partir do mês de fevereiro e preencher o cadastro de inscrição. A mensalidade é de R$ 30.

Outras informações: (32) 3232-2216

 FONTE: Pró-Reitoria de Extensão - UFJF

 

sábado, 15 de dezembro de 2012

O presente tema vislumbra a possibilidade de uma "educação para todos" através da informática, já que, como instrumento de aprendizagem, de busca de informação e de trabalho, o computador é uma realidade, principalmente nos grandes centros urbanos do Brasil.

O paradigma "educação para todos", compreendido como o acesso de todo cidadão ao sistema educacional, tem o seu fundamento na política nacional brasileira.

De acordo com a lei maior, a Constituição Brasileira, toda pessoa tem direito à educação, e a escola deve levar em conta a diversidade das características dos seres humanos. A igualdade de oportunidades está assegurada na Lei de Diretrizes e Bases n.º 9.394 /96.

É fundamental que se compreena da importância do paradigma "educação para todos" para a sociedade. As pessoas com deficiência que ficam fora do sistema educacional e, ifconseqüentemente, sem acesso à cultura na vida adulta, podem encontrar diculdades para conquistar a sua independência pessoal e a sua autonomia, sendo assim, pouco ou nada contribuirão e/ou produzirão à sociedade e ao país. 


A utilização da informática pelas pessoas com deficiência dá-se através de recursos adaptados. Existem, no mercado, diversos softwares e periféricos de computadores que foram elaborados visando às pessoas com necessidades especiais.

Para exemplificar, segue uma tabela citando alguns desses recursos tecnológicos adaptados, porém, nela não consta a deficiência mental, pois esta pouco ou nada exige em relação a adaptações de computadores e softwares; basta selecionar um software que corresponda às necessidades do usuário: